Agronegócio

Agro e mercado financeiro desta terça-feira 19 de maio

Via | Publicado por Administrador | às 14:19:07

Pinhão no RS tem pior safra da história e preços disparam para o consumidor

Estado deve produzir apenas 18% de uma safra considerada normal e preços nos supermercados gaúchos giram em torno dos R$ 17,00 quando o normal seria R$ 5,00

Este ano deve marcar a pior safra de pinhão da história do Rio Grande do Sul com uma produção cerca de 85% menor do que um ano normal, totalizando, no máximo, 150 toneladas contra as normais 800 toneladas.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS, Ilvandro Barreto de Melo, essa quebra de safra começou ainda na primavera de 2018, quando o excesso de chuvas e de ventos prejudicou a polinização das árvores e reduziram drasticamente o número de pinhões colhidos neste momento.

Outro momento fundamental para este baixo resultado de colheita, que acontece entre abril e agosto, é a estiagem atual do estado que levou, além das árvores terem poucas pinhas para produzir sementes, que aquelas pinhas que conseguiram se desenvolver reduzissem drasticamente o número de pinhões e a qualidade deles.

Diante deste cenário, as famílias que dependem da colheita do pinhão para formar a renda do ano inteiro passam por dificuldades, mesmo que os preços tenham disparado no estado. O pesquisador aponta que mercados em Passo Fundo/RS, por exemplo, vendem o quilo do pinhão por R$ 16,90, quando o normal seria um patamar entre 5 e 6 reais.

Melo destaca ainda que a próxima safra em 2021 deve ser melhor do que a atual, já que a primavera de 2019 foi de estiagem, o que beneficiou a polinização das árvores. Porém, a produção ainda será menor do que uma safra normal, uma vez que a falta de chuvas no Rio Grande do Sul segue prejudicando o desenvolvimento das pinhas.

Confira a íntegra da entrevista com o engenheiro agrônomo da Emater/RS no vídeo.

Fonte: Notícias Agrícolas

Com pecuaristas cautelosos, confinamento no Mato Grosso pode ter uma queda de 31,71% em 2020

O primeiro levantamento das intenções de confinamento em Mato Grosso, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apontou que 31,71% dos participantes não pretendem confinar os animais neste ano. O estudo também destacou que 14,63% dos produtores não têm previsão para o confinamento em 2020.

Dentre as regiões pesquisadas, somente a centro-sul possui previsão, mesmo que leve, de aumentar a quantidade de animais confinados neste ano, com variação de 3,23% a mais em comparação com o resultado de 2019.

A maior parcela dos entrevistados (53,66%) afirmou que apresentam intenção de confinar em 2020. Com isso, a estimativa da quantidade de animais confinados este ano, até agora, é de 577.550 cabeças. “Esse valor é 16,45% menor em relação a abril/19 e 29,93% inferior em relação a outubro/19, quando foi realizado o levantamento final do ano passado”, apontou o estudo.

Confinamento de boi no Mato Grosso - Imea

O Instituto ressalta que é comum um comportamento mais moderado no primeiro levantamento do ano (para se ter uma ideia, em 2019, a diferença entre o último levantamento e o primeiro foi de 19,23%). Além disso, as preocupações dos produtores estão voltadas às cotações do boi gordo devido ao menor consumo no mercado doméstico diante do cenário da pandemia da Covid-19.

Outro fator que acaba pesando na intenção de confinar são os preços dos insumos de suplementação que estão em altos patamares, assim como as cotações dos animais de reposição. “A compra de insumos está na média de 75,00% . Este cenário está 15 p.p acima de abr/18, o que pode ser pautado na maior preocupação com a competitividade de milho com as usinas de etanol”, destacou.

Confinamento de boi no Mato Grosso - Imea

No estado do Mato Grosso, quatro propriedades desativaram a estrutura de confinamento, o que inclusive, pode justificar a menor quantidade de unidades confinadoras neste levantamento. Assim, a capacidade estática em 2020 será de 811.230 cabeças, valor 8,62% menor do que 2019.

Fonte: Notícias Agrícolas

Açúcar: preços se enfraquecem no mercado spot paulista, diz Cepea

Os embarques brasileiros de açúcar cristal vêm remunerando mais que as negociações no mercado spot de São Paulo há duas semanas, de acordo com cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo pesquisadores, esse cenário sustentado especialmente pelo dólar elevado, poderia ter impulsionado as cotações domésticas da commodity, visto que usinas vêm direcionando maior quantidade de cristal para as exportações, reduzindo a disponibilidade interna.

No entanto, a demanda no spot paulista ainda não tem mostrado sinais de aquecimento. Cálculos do Cepea mostram que, na semana passada, as exportações remuneraram 8,23% a mais do que as vendas no spot paulista. Quanto ao preço interno, nessa segunda-feira, 18, o indicador Cepea/Esalq, cor icumsa de 130 a 180, fechou a R$ 73,68 por saca de 50 quilos, queda de 3% no acumulado parcial deste mês, até o dia 18.

Carnes: alojamento de pintos de corte deve crescer 2,09% em 2020

Os alojamentos de pintos de corte deverão alcançar 6,604 bilhões de cabeças em 2020, o que representa um aumento de 2,09% frente ao volume registrado em 2019, de 6,468 bilhões de cabeças, segundo levantamento de Safras & Mercado tomando como base os dados da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco).

Em maio, o volume total alojado deve ficar em 541,945 mil cabeças, com um incremento de 0,16% frente ao mesmo mês do ano passado, de 541,082 mil cabeças.

Por Agência Safras

Trigo: produção mundial atingirá recorde em 2020, de acordo com USDA

A produção mundial de trigo deve totalizar 768,5 milhões de toneladas em 2020, novo recorde e aumento de 0,5% em relação ao ano anterior, aponta o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Além disso, o consumo e os estoques do cereal também devem crescer.

No Brasil, os preços atrativos devem resultar em maior área alocada à cultura. No Paraná, o plantio alcançou mais de 1/3 da área prevista, e as lavouras apresentam boas condições.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, por enquanto, a área de trigo no país deve ser de 1,09 milhão de hectares, 2,4% maior que a da temporada anterior. As áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina devem se manter estáveis, enquanto a do Paraná deve crescer 5,5%.

Quanto aos preços, seguem em alta no Brasil, influenciados pela baixa oferta doméstica. Diante disso, as médias continuam renovando as máximas nominais da série histórica do Cepea. O indicador de preço médio do trigo Cepea/Esalq – Paraná desta segunda-feira, 18, tem valor de 1.274,89 por tonelada, com alta de 4,73% no mês, já indicador de preço médio do trigo Cepea/Esalq – Rio Grande do Sul aponta 1.106,87 por tonelada de trigo e alta de 3,95% em maio.

Boi gordo: maior oferta de boiadas para abate pressiona cotações

O consumo interno frouxo na primeira quinzena de maio, associado à maior oferta de boiadas por causa da transição chuva-seca, pressionou as cotações do boi gordo nas praças pecuárias onde as indústrias estão com escalas mais confortáveis.

Segundo a Scot Consultoria, diante deste quadro, esta semana começou com o preço da arroba caindo em três praças, subindo em duas e com estabilidade nas demais regiões pesquisadas, em relação à sexta-feira, 15.

Em São Paulo, os frigoríficos estão relativamente bem posicionados em relação às escalas de abate. Com as programações desta semana encaminhadas, alguns já estão comprando para o próximo mês e boa parte dos frigoríficos não abriram ofertas de compra na última segunda-feira, 18.

Boi gordo: maior oferta de boiadas para abate pressiona cotações

O consumo interno frouxo na primeira quinzena de maio, associado à maior oferta de boiadas por causa da transição chuva-seca, pressionou as cotações do boi gordo nas praças pecuárias onde as indústrias estão com escalas mais confortáveis.

Segundo a Scot Consultoria, diante deste quadro, esta semana começou com o preço da arroba caindo em três praças, subindo em duas e com estabilidade nas demais regiões pesquisadas, em relação à sexta-feira, 15.

Em São Paulo, os frigoríficos estão relativamente bem posicionados em relação às escalas de abate. Com as programações desta semana encaminhadas, alguns já estão comprando para o próximo mês e boa parte dos frigoríficos não abriram ofertas de compra na última segunda-feira, 18.

Milho: preço cai na B3; nos EUA, plantio chega próximo do fim

As exportações de milho pelo Brasil seguem calmas, com a disponibilidade de cereal no mercado físico baixa, os envios seguem próximos de 2,1 mil toneladas por dia, gerando uma receita de US$ 478,5 mil dólares diários. A consultoria Agrifatt destaca que o recuo no dólar nesta segunda, 18, e as chuvas afetaram negativamente as cotações do cereal na B3, o contrato com vencimento para setembro de 2020 recuou 1,5%.



Nos Estados Unidos, o plantio já caminha para o fim, chegando a esta semana com 80% da área já semeada, e 43% do milho já emergindo. Os valores estão acima da média dos últimos cinco anos, a perspectiva é de um plantio que deixará o cereal norte-americano em boas condições.

Preços do açúcar caem em São Paulo com aumento da oferta

O mercado físico de açúcar teve preços de estáveis a mais baixos em São Paulo nesta segunda-feira. Em Santos, a saca de 50 quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa ficou com preço de R$ 75,00 (11,88 centavos de dólar por libra-peso), estável. Já em Ribeirão Preto, preços a R$ 73,00 a saca (11,57 centavos), com queda de 2,67%.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ingresso da safra 2020/2021 aumenta a oferta de açúcar, tanto do cristal como do VHP, de exportação. A safra 2020/21 no centro-sul teve um primeiro mês com forte incremento na alocação de cana para a produção de açúcar diante da queda na rentabilidade do etanol.

Por Agência Safras

Algodão tem dia de queda no Brasil com consumo interno fraco

A fraqueza do consumo interno segue exercendo pressão sobre os preços domésticos de algodão. A média de preços no CIF do polo industrial paulista ficou em R$ 2,64/libra-peso, recuando 0,15% em relação ao fechamento da última sexta-feira. A diferença em relação ao mesmo período do mês passado chega a 4,6% e quando se compara a igual momento do ano anterior a 6,1%. A indicação no FOB exportação do porto de Santos/SP ficou em 46,60 cents de dólar por libra-peso (c/lb), valor 19,4% inferior à indicação do contrato de maior liquidez negociado na Ice Futures US.

Segundo o consultor de Safras & Mercado, Élcio Bento, os produtores seguem com as atenções voltadas para as lavouras que devem resultar em mais um recorde de produção. O último levantamento aponta para um total de 2,9 milhões de toneladas, superando em 2,5% o montante da safra anterior. Por outro lado, estima-se que o consumo doméstico de algodão seja próximo a 640 mil toneladas, o menor desde a primeira metade da década de 1980. Com isso, na temporada 2020/21, o Brasil terá que escoar um novo recorde ao mercado internacional, para evitar uma elevação substancial de seus estoques de passagem, comenta Bento.

Por Agência Safras

JBS confirma a retomada das operações em sua unidade de Passo Fundo (RS)

A JBS confirmou nesta segunda-feira, 18, a retomada das operações da sua unidade em Passo Fundo, no rio Grande do Sul. As atividades do frigorífico foram paralisadas por duas vezes, sendo a última no dia nove de maio.



Por dia, essa unidade processa 320 mil aves e possui mais de 600 produtores integrados. Ainda não há informações sobre a data da retomada das atividades.

Cebola: Santa Catarina encerra a safra 19/20

Cebolicultores catarinenses encerraram as comercializações da safra 19/20 nesta primeira quinzena de maio. De forma geral, a temporada foi marcada positivamente, tanto pela produtividade quanto pela elevada qualidade dos bulbos, já que o clima esteve favorável à produção. Apesar do preço mais próximo aos custos entre novembro/19 e janeiro/20, em Ituporanga (SC), as altas cotações registradas a partir de fevereiro possibilitaram o aumento da rentabilidade unitária (a R$ 0,67/kg) – sendo que, na primeira quinzena de maio, o valor atingiu o maior patamar do ano (a R$ 3,85/kg).

Após a completa saída do Sul do mercado, o Cerrado (MG e GO) iniciou suas primeiras comercializações para o atacado paulistano (Ceagesp). Entretanto, o volume ainda é reduzido e os bulbos apresentam baixa qualidade. Isso porque, além de “verdes”, muitos foram contaminados por bico d’água – doença bacteriana que apodrece o miolo da hortaliça.

A permanência das elevadas cotações possibilitou a entrada da cebola europeia no País no início de maio, no atacado de São Paulo (SP). A qualidade, porém, também não é satisfatória, pois os bulbos holandeses foram estocados em câmara fria desde a safra passada.

Os vizinhos argentinos, por sua vez, continuam a exportar ao Brasil – embora a entrada de carretas diárias tenha diminuído. Isso é um reflexo de medidas mais restritivas diante da pandemia do novo coronavírus, impostas pelo governo argentino, quanto à aglomeração de funcionários nos setores de regulamentação e de liberação dos produtos exportados.

Tags: Hortifruti

Fonte: Cepea/Hortifruti

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