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outubro
Interior

Ação contra ex-prefeito apreende mala de dinheiro

Via Redação | Publicado por Administrador | às 11:06:42

Imagens divulgadas pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (22/9) em Maracaju mostram a apreensão de uma mala com dinheiro e lâminas de cheques durante cumprimento de mandados dentro da Operação Dark Money. Balanço com o resultado das ações não foi divulgado.

Um dos alvos, o ex-prefeito Maurílio Ferreira Azambuja (MDB) ainda não foi encontrado. Ele teve a prisão temporária de cinco dias decretada pela Justiça.

A operação desencadeada pela Dracco (Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) em conjunto com outros departamentos mira suspeita de desvio de R$ 23 milhões em um esquema de corrupção entre os anos de 2019 e 2020 na cidade de Maracaju.

Além de Maurílio, os mandados temporários são contra ex-secretário de Finanças Lenilso Carvalho Antunes, Daiana Cristina Kuhn, que também atuou na Secretaria de Finanças, Iasmim Cristaldo Cardoso, Pedro Everson Amaral Pinto, Fernando Martinelli Sartori e Moisés Freitas Victor.

Conforme nota encaminhada pela Polícia Civil, outros 26 mandados de busca e apreensão também fazem parte das ações da operação. Bens dos investigados também foram bloqueados.

O esquema

A Operação Money foi desencadeada pela Dracco (Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) para investigar esquema de corrupção que pode ter desviado R$ 23 milhões dos cofres públicos de Maracaju.

Conforme as apurações, foi constatado a existência de uma conta bancária usada de fechada onde houve a movimentação de mais de 150 repasses de recursos financeiros em menos de um ano.

Nesse negócio, integrantes do alto escalão da administração municipal emitiram mais de 600 lâminas de cheques, totalizando a quantia estipulada pelos investigadores, “sem qualquer lastro jurídico para amparar os pagamentos”.

Ainda de acordo com a Dracco, muitas empresas beneficiadas com o dinheiro não mantinham relação jurídica com a prefeitura (licitação, contrato ou meio legal que amparasse a transação financeira).

Também não foram encontradas notas fiscais relacionadas aos serviços prestados e os valores não eram submetidos a empenho de despesas.

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