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Nacional

TST determina que 70% dos servidores em greve retomem atividades

O descumprimento do efetivo acarretará na aplicação de multa de R$ 50 mil por dia aos sindicatos da categoria

Via Redação | Publicado por Redação | às 04:59:00

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado determinou nesta tarde (12) que 70% dos empregados dos Correios mantenham as atividades da empresa durante a greve iniciada na última quarta-feira (11). Pela decisão, o descumprimento do efetivo acarretará na aplicação de multa de R$ 50 mil por dia aos sindicatos da categoria.

Em Mato Grosso do Sul, estima-se que pelo menos metade dos 1,3 mil funcionários da estatal entraram em greve. Trinta e cinco municípios aderiram a paralisação. O Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul) ainda aguarda a notificação da determinação, para traçar o andamento da greve no Estado.

“Ainda não fomos notificados, então ao menos por enquanto a greve segue normal. Tendo um posicionamento da Federação (Federação Nacional dos Trabalhdores em Empresas de Correios e Telégrafos) iremos definir em quais cidades o atendimento será retomado”, comentou Adriano Teles, vice-presidente do Sintect-MS.

Decisão - A decisão do ministro foi proferida em audiência de conciliação feita nesta tarde entre a empresa e os sindicatos que representam os trabalhadores. Na reunião, o ministro propôs o fim da greve. Em contrapartida, os Correios devem manter os termos do atual acordo coletivo de trabalho e o plano de saúde dos empregados até 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo TST. A empresa aceitou a medida e os sindicatos levarão a proposta para votação nas assembleias locais.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação (3,25%) e não querem cortes de direitos conquistados.

Segundo a Fentect, mesmo com a mediação já iniciada no TST, referente ao processo de negociação do Acordo Coletivo 2019/2020, a empresa deixou de receber os representantes dos trabalhadores. Para a entidade, a empresa não dá prejuízo e não depende de financiamento público. Os empregados também são contra a eventual privatização dos Correios.

Em nota, os Correios afirmaram que aceitaram a proposta de encaminhamento do ministro “para minimizar os impactos da paralisação, inclusive a perda de clientes para a concorrência”. A empresa também declarou que espera chegar a um “entendimento razoável” para não comprometer suas finanças.

“Vale destacar que, atualmente, as despesas com pessoal equivalem a 62% dos dispêndios anuais da empresa”, diz o comunicado.

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