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Saúde

Saiba como a solidão pode interferir na sua saúde mental e física

Desregulação de hormônios que afetam os sistemas endócrino e imunológico são algumas das consequências. Ansiedade e depressão também estão na lista

Via Redação | Publicado por Redação | às 14:52:39

A solidão, que é quando a pessoa está ou se sente só, pode trazer consequências sérias à saúde física e mental. A tristeza associada a ela costuma interferir no bem-estar e facilitar o desenvolvimento de estresse, ansiedade ou depressão. Estas situações podem, ainda, causar doenças físicas, pois estão intimamente ligadas à desregulação da serotonina, adrenalina e cortisol, hormônios que afetam os sistema endócrino e imunológico, e o organismo passa a realizar as atividades com menos eficiência e tem mais chances de desenvolver enfermidades.

As consequências da solidão são ainda maiores na terceira idade, pois os idosos têm mais dificuldade de manter o convívio social, seja pela perda de parentes próximos ou pela limitação física de sair de casa. Apesar de não haver comprovação absoluta de causa e feito, estudos demonstram que a solidão pode favorecer o surgimento de:

1. Pressão alta

Pessoas que são solitárias têm maior predisposição a desenvolver pressão alta. Isto acontece devido a fatores como o menor controle da alimentação e baixa frequência na prática de exercícios físicos. Além disso, quem sofre de depressão ou ansiedade também pode ter pressão alta principalmente por causa da desregulação de hormônios, a exemplo do cortisol. É importante que a pressão esteja dentro dos limites recomendados pelo médico, pois o desequilíbrio favorece a ocorrência de ataques cardíacos, derrames ou problemas nos rins.

2. Alteração do açúcar no sangue

A solidão pode tornar as pessoas mais propensas a desenvolver diabetes tipo 2, como sugerem alguns estudos. O diabetes emocional não existe, porém algumas questões emocionais podem provocar a doença de forma indireta, seja pelo aumento no consumo de alimentos com muito açúcar ou pela desregulação da produção de hormônios como a insulina e o cortisol, que são relacionados ao controle dos níveis de açúcar no sangue.

3. Predisposição ao desenvolvimento de câncer

As pessoas solitárias tendem a desenvolver mais câncer pelo fato de o corpo se encontrar em estresse constante, aumentando as chances de mutações e proliferação de células cancerígenas. O estilo de vida da pessoa solitária também pode influenciar, como comer demais, consumir bebidas alcoólicas ou fumar.

Estudos comprovam que pessoas com depressão podem ter mais recidivas do câncer e tendem a sobreviver menos à doença por ter menos apoio durante o tratamento, faltar mais às consultas de retorno e não participar de atividades sociais de apoio.

4. Estresse e ansiedade

O sentimento de solidão, assim como a depressão e a ansiedade, sinalizam ao cérebro que o corpo está sob estresse, aumentando o nível do hormônio cortisol, que atua para melhorar a condição. Porém, a concentração elevada de cortisol pode levar à perda da massa muscular, dificuldade de aprendizagem e lapsos de memória.

5. Depressão

Pessoas que se sentem sozinhas são mais propensas a ter depressão, que está associada à sensação de vazio, abandono, falta de convívio social e de apoio. Assim, passam a ter tristeza constante, perda de energia e de vontade de fazer as atividades do dia a dia, irritabilidade, falta de apetite ou apetite aumentado exageradamente, insônia ou vontade de dormir o tempo todo.

6. Insônia ou dificuldade para dormir

Pessoas solitárias têm maior chance de desenvolver insônia, provavelmente por questões psicológicas, como sensação de insegurança e desamparo. Assim, uma hipótese aceita é que a pessoa solitária fica o tempo todo em estado de alerta pelo fato de se sentir vulnerável. De acordo com pesquisas, os solitários têm mais dificuldades para alcançar um sono profundo, acordam várias vezes durante a noite ou simplesmente têm dificuldades para dormir.

7. Dor nos músculos e nas articulações

As dores nos músculos e nas articulações podem ser resultado da falta de exercícios físicos ou até mesmo uma má postura, visto que normalmente quem se sente só pode não ter vontade de realizar atividades comuns ou de estar ao ar livre.

8. Maior chance de dependência de medicamentos, álcool e cigarro

A solidão é associada ao maior risco de desenvolver dependências químicas a remédios, bebidas alcoólicas e cigarro provavelmente devido à busca pelo sentimento de prazer ou alívio imediato. A falta de apoio de amigos e familiares para o combate ao vício também dificulta o abandono do hábito.

Como combater as consequências da solidão

Para evitar que a solidão persista e possa causar ou piorar algumas doenças, é importante ter atitudes que afastem esta situação e aumentem o convívio social, como praticar um hobbie, se inscrever em um curso ou adotar um animal. O apoio da família, se possível, é muito importante para ajudar a pessoa, principalmente quando idosa, a superar este sentimento.

Quando a solidão causa os sintomas físicos, ou quando está associada a tristeza, perda de vontade, alteração do apetite ou alteração do sono, é importante procurar o apoio de um psicólogo e um psiquiatra, pois pode estar relacionada a outras condições de saúde, como a depressão.

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