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Capital

Renê Siufi chama de piada prisão de Jamil Name e filho

Advogado de defesa esteve nesta manhã na sede do Garras para saber detalhes sobre as prisões

Via Redação | Publicado por Redação | às 14:58:23

O advogado de defesa dos empresários Jamil Name e Jamil Name Filho, Renê Siufi, classificou como piada a prisão de seus clientes sobre a acusação de criação de grupo de extermínio, milícia armada. Ele e o filho foram presos na Operação Omertá, deflagrada na manhã desta sexta-feira (27) pelo Grupo de Apoio Especial de Repressão Organizado (Gaeco), Polícia Federal e com policiais do Grupo de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras) e militares do Batalhão de Choque.

Ao sair do Garras, para onde seus clientes foram levados, Siufi declarou que ainda não conseguiu saber ao certo o motivo das prisões e foi taxativo ao ser perguntado sobre o que ele acha da ação e das possíveis acusações. “Eu acho uma piada, isso é coisa do Gaeco, igual a Coffee Break. No meu ver não tem nenhum fundamento”.

Jamil Name e o filho chegaram a sede do Garras, localizada no bairro Tiradentes, região leste de Campo Grande, em uma viatura da própria delegacia. Ao contrário dos outros presos, quem entraram pela frente da delegacia, os dois chegaram por uma porta lateral.

O advogado afirmou que cerca de 50 policiais teriam participado de buscas na casa de Jamil Name, que duraram quase a manhã toda, eles teriam chegado ao local por volta das 6h30 e foram embora por volta de 11h. No local foram apreendidos alguns documentos e uma quantia não revelada em dinheiro.

Ainda de acordo com Siufi, foi solicitado que comparecesse na delegacia por precaução o médico cardiologista da família, João Jasbick, já que Jamil Name sofre de pressão alta.

OPERAÇÃO OMERTÁ

São pelo menos 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão a serem cumpridos ainda nesta sexta-feira, todos no bojo da Operação Omertá.

Os nomes de Name e de Name Filho aparecem em inquérito conduzido pelo Grupo de Apoio Especial no Combate ao Crime Organizado, que investiga grupo de extermínio, suspeito de vários crimes de homicídio em Campo Grande.

Para dar o nome à operação, os policiais utilizaram um termo do dialeto napolitano, do idioma italiano. Omertá, conforme o Gaeco, é um termo que se fundamenta em um forte sentido de família e em um silêncio que impede a cooperação com autoridades policiais ou judiciárias. Trata-se de um código de honra muito usado nas máfias do Sul da Itália.

OUTRAS PRISÕES

Além da prisão preventiva de Jamil Name e do filho, já estão na sede do Garras quatro guardas municipais, conhecidos como Peixoto, Igor, Arantes e Eronaldo, o policial civil aposentado Vladenilson Daniel Olmedo, o militar aposentado do Exército Anderson Correia e o policial federal aposentado Everaldo Monteiro de Assis. Além de outros três funcionários, que não tiveram os nomes revelados, também foram levados para a delegacia.

Com informações Correio do Estado

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