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Capital

Outdoor misterioso convoca vítimas de grupo alvo da Omertá

O apelo foi fixado na entrada do Parque dos Poderes, próximo a local onde há dois meses faixa dava recado ao judiciário

Via Redação | Publicado por Redação | às 19:12:35

Depois de faixas estampadas com provocação ao judiciário, outdoor é o novo suporte utilizado em referência ao grupo de extermínio e milícia armada investigados na operação Omertà, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), no final do mês de setembro. O recado, firmado no cruzamento da Rua Mato Grosso com a Rua Hiroshima, no Bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, trata-se desta vez de um apelo às vítimas do grupo alvo das apurações.

O pedido de denúncia é acompanhado de contados da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e do Batalhão de Choque, grupos da polícia Civil participantes da investigação, além do próprio Ministério Público. A peça é acompanhada ainda de duas frases: “Salve a vida de seus filhos e limpe o Estado” e “O pior de uma sociedade é o silêncio dos inocentes”.

Na última quinta-feira, a imagem já circulava nas redes sociais, porém, não foi reconhecida nem pela Polícia Civil, nem pela PM e nem pelos promotores responsáveis pelas apurações.

A Avenida Mato Grosso, um dos acessos ao Parque dos Poderes, também foi escolhida no mês setembro como ponto para afixação de faixa com o seguinte questionamento: “O que acontece com o rato que solta o gato?”. A frase foi acompanhada de figuras de personagem do conto Flautista de Hamelin, com desenho também de um rato e de um gato preto.

Na época, um dos envolvidos na investigação que apura atuação de milícia em Mato Grosso do Sul, responsável por enviar a foto ao Campo Grande News, o recado tem como alvos juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça, que, na ocasião, julgariam o pedido de habeas corpus em favor de presos durante a operação Omertà.

As faixas apareceram dois dias depois das prisões, no dia 27 de setembro. Apontado como chefe de milícia, o empresário Jamil Name foi principal alvo da Operação Omertá. Ao todo, foram expedidos 23 ordens de prisões: sendo 13 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de prisão temporária em Campo Grande. A força-tarefa ainda tinha 21 mandados de busca e apreensão para cumprir.

No mês passado, menos de um mês depois da Operação Omertà, o empresário Jamil Name, 80 anos, o filho, Jamilzinho, 42 anos, e mais 19 pessoas, entre elas 15 agentes públicos de segurança, viraram réus por crimes de organização criminosa armada, formação de milícia privada, corrupção ativa de servidores públicos, tráfico de armas e extorsão.

As informações são do Campo Grande News)

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