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Capital

Nome sujo impede Santa Casa de receber recursos

Inadimplencia a impede de participar de programas

Via Redação | Publicado por Redação | às 10:43:00

Se você pensa que nome sujo só atrapalha o trabalhador assalariado, não sabe dos recursos que a Santa Casa de Campo Grande perde por estar inadimplente.

Um deles é o que será liberado a todas as Santas Casas por meio de medida provisória que permite empréstimos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para instituições hospitalares sem fins lucrativos e entidades que atuam em prol de pessoas com deficiência. Pelo projeto, instituições como a Santa Casa e outras que integram de forma complementar o Sistema Único de Saúde (SUS) poderão fazer uso do dinheiro até 2022.

Além da dívida que ultrapassa R$ 250 milhões, a instituição ainda é alvo de denúncias resultantes de problemas em sua gestão, como falta de transparência, nepotismo e desvio de doações. No dia 16, dois conselheiros da Associação Beneficente de Campo Grande, Wilson Teslenco e Jesus Alfredo Ruiz Sulzer, foram levados a pedir a renúncia da Diretoria Executiva da Santa Casa, o que inclui o presidente do hospital, Esacheu Nascimento, e ainda a antecipação das eleições na instituição. Eles elencaram 13 situações, entre elas, comportamento incompatível, desvio de doações, construção de academia e desvio de finalidade, para pedir a saída do atual presidente.

Distanciamento

Diante disso, o senador Nelson Trad Filho (PSD), que é médico, disse que está acompanhado o andamento da Santa Casa por meio de colegas, mas se queixa do afastamento da direção administrativa da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG).

“Eu tenho informações oriundas de colegas médicos que fazem parte do corpo clínico da Santa Casa, fazem parte da diretoria clínica, pois a diretoria administrativa se afastou um pouco da bancada federal, pelo menos de mim. Nunca mais mantiveram contato e eu estou lá, à disposição. Eu fico triste com essa desarmonia, esse desequilíbrio. Entendo que isso deve ser restaurado o quanto antes, para não acabar prejudicando o lado mais fraco, que é o paciente”, avalia.
O senador explica que votou a favor da MP que criou uma linha de crédito de R$ 4,7 bilhões às Santas Casas e hospitais filantrópicos. Como o projeto é emergencial, os recursos só estarão disponíveis até 2022. Apesar de a gestão do FGTS estar ligada ao Ministério das Cidades, caberá ao Ministério da Saúde regulamentar e acompanhar a execução, além de subsidiar o Conselho Curador do fundo por meio de estudos técnicos e definir as metas a serem alcançadas por meio dos empréstimos.

A Santa Casa de Campo Grande também não poderá receber recurso da Câmara Municipal. A instituição ficou fora do repasse de R$ 5,2 milhões para beneficiar 155 entidades assistenciais, que são resultado de emendas parlamentares. A verba do Fundo Municipal de Investimentos Sociais (Fmis) pode ser repassada anualmente e cada um dos 29 parlamentares municipais poderia destinar até R$ 180 mil para diferentes instituições.

Com informações Correio do Estado

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