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Capital

Em meio a crise, Santa Casa enfrenta troca de acusações entre dirigentes

Conselheiros propõem renúncia coletiva e atacam direção, que nega irregularidades e aponta fim de gestão como motivador de ataques

Via Redação | Publicado por Redação | às 09:31:43

Maior hospital do Estado, Santa Casa vive instabilidade financeira e presencia ataques entre diretores. (Foto: Arquivo)

Em meio às dificuldades financeiras constantes no maior hospital de Mato Grosso do Sul, divisões internas chegaram ao comando da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), a mantenedora da Santa Casa. A renúncia de dois conselheiros, sucedida de expulsões do quadro de associados, veio acompanhada de acusações como falta de transparência e nepotismo e questionamentos sobre a destinação de recursos arrecadados pela unidade de saúde, que amarga dívidas na casa dos R$ 200 milhões e convive com ameaças constantes de greve de funcionários.

Em resposta, o atual presidente da instituição, Esacheu Nascimento, rejeitou as acusações e questionou a origem das denúncias, as quais atribui ao término de sua gestão. A associação realizará eleições em novembro.

A ABCG é uma entidade filantrópica de direito privado, que há décadas responde pela maior unidade de saúde do Estado, tanto na rede particular como, principalmente, na pública –os atrasos em repasses do SUS (Sistema Único de Saúde), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, são constantemente atrelados a problemas financeiros. No campo privado, neste ano, a Santa Casa rompeu seu contrato com a Unimed, que responderia por 30% a até 50% da demanda de setores como o recém-reformado Prontomed.

A situação mais recente envolve carta encaminhada em 11 de junho pelos então conselheiros Jesus Alfredo Sulzer e Wilson Levi Teslenco, na qual propõem a renúncia imediata da atual diretoria executiva e conselhos, com antecipação da eleição, prevista para novembro, do corpo diretivo da ABCG.

Sulzer e Teslenco – este ex-presidente da Santa Casa – já anteciparam na mesma carta sua renúncia aos cargos no conselho. Ela veio alicerçada por 13 tópicos nos quais veem comprometimento das finanças e da ordenança do hospital, “que o empurram para o cada vez mais iminente risco de colapso total da Santa Casa e ao fim de sua histórica atuação filantrópica”.

Denúncias – As críticas começam com alegações sobre falta de transparência sobre as contas do hospital, antes divulgadas em um link de transparência no site da associação e se estendem à prática de nepotismo, na qual a diretora clínica do hospital é casada com o presidente do Conselho Fiscal –respectivamente Ana Tereza Alcântara e Nasser Mustafá, gerando dúvidas sobre a fiscalização das contas.

Também são apontados fatos como excesso de contratações, havendo hoje mais de 3 mil colaboradores na Santa Casa, falta de informação sobre terceirizações e da dívida, que estimaram estar acima dos R$ 250 milhões –número contestado pela atual administração. Uso de recursos de doações para a construção de espaço de lazer, academia ao ar livre, de um ponto de ônibus e plantio de palmeiras exóticas também são listados.

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