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Lugar de Mulher é na Política

Lugar de Mulher é na Política

Publicado em às 11:44:41

Eu?

Não, não sou candidata, mas já fui, uma única vez nas eleições de 2017 à vereadora e estou suplente com os 2598 votos que tive.

Já contribui, fiz minha parte, agora as outras mulheres em nossa Capital precisam ir à luta, criar coragem e mudar esse cenário de “Clube do Bolinha”.

Afinal reclamam que não somos representadas, exigem direitos iguais e quando as mulheres se lançam não têm apoio das próprias mulheres….

A mulher será disputadíssima pelos partidos políticos para concorrer às eleições municipais de 2020 com o fim das coligações nas proporcionais (vereadores). Se antes, nas coligações, as legendas dividiam a cota de 30% para candidatas mulheres, agora, cada partido precisa montar a sua própria chapa. Isso levará à corrida para filiação de mulheres dispostas a enfrentar campanha eleitoral. A regra está prevista no artigo 10, parágrafo 3º da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).

Tratada como grande novidade para a eleição do ano que vem o fim das coligações proporcionais, ou seja, a impossibilidade de partidos se unirem para eleger vereadores tem movimentado os bastidores da política de Campo Grande, que buscam líderes comunitários que possam lá na frente ‘fisgar’ o eleitor em suas bases.

Em meio a um cenário de descrédito da classe política, a palavra de ordem dos ‘caciques’ partidários é montar uma chapa forte, capaz de atrair campo-grandenses para a urna e mais do que isso angariar o máximo de votos. Neste sentido, isso tem movimentado o tabuleiro político local, com a procura de novas figuras para ir às urnas.

Na prática as coligações permitem que os partidos nanicos e sem candidato próprio doem seu tempo de televisão aos candidatos de partidos grandes. Portanto, o fim das coligações poderá ser positivo, aliado a cláusula de barreira, pois tende a diminuir a fragmentação partidária no País.

Mas, o fim das coligações, que passa a valer em 2020 não é algo que esteja fora da ‘conta’ dos políticos. Isso porque, sua regulamentação ocorreu no ano de 2017 em meio à discussão da chamada Cláusula de Barreira ou Desempenho aos partidos - que já valeu ano passado -, e, portanto, as legendas tiveram tempo para se adequar a mudança.
O grande problema da capital de MS está em conseguir mulheres dispostas a participar do pleito.
De acordo com o secretário Judiciário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), antes, a indicação de mulheres para participar das eleições era por coligação e, agora, será por partido. A mudança vai impactar principalmente o fomento à participação feminina na política, muito incentivado pela legislação. Agora, o partido não vai poder ter como escudo outros partidos para que, enquanto coligação, eles atingissem os 30%”

Lugar de mulher é na política

As lideranças partidárias já estão preocupados com a montagem de chapa por falta de mulheres envolvidas na política. E a cota é criticada por alguns desses líderes. Mas não tem jeito, os partidos vão ter de cumprir a determinação constitucional de reservar 30% das vagas para “Elas”.

Em Campo Grande, por exemplo, cada partido poderá montar chapa de vereadores de até 44 nomes. Mas terá de reservar cerca de 13 vagas para mulheres. Imagine, então, 20 partidos concorrendo às eleições para Câmara Municipal. Serão 260 mulheres nas ruas lutando por uma vaga de vereador.

As dificuldades dos partidos serão enormes, por isso da resistência à cota. Mas a Comissão de Constituição e Justiça do Senado derrubou a proposta de acabar com a reserva de vagas para mulheres.

Durante a votação, a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS), ressaltou que, ao longo dos anos, o Brasil subiu no ranking mundial de participação feminina nos Legislativos por causa da política de cotas e destacou que, em 2018, pela primeira vez, a Câmara dos Deputados elegeu 77 deputadas federais, aumentando para 15% a representação feminina naquela Casa.
O estímulo à participação feminina por meio da chamada cota de gênero está previsto no artigo 10, parágrafo 3º, da Lei das Eleições. Segundo o dispositivo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, nas eleições para Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, assembleias legislativas e câmaras municipais.
Em conformidade com a previsão legal, a Justiça Eleitoral elegeu o tema como prioridade, tendo promovido diversas ações no sentido de fomentar a participação feminina na política, tais como campanhas, seminários e até encontros internacionais.

Fundos Partidário e Eleitoral

A importância da Mulher na política

Temas como assédio, aborto, maternidade e carreira, vem sendo discutidos amplamente na sociedade e ganhando espaço no cenário político. A luta pelo direito das mulheres vem progredindo não só no Brasil, mas em todo o mundo.
Alguns avanços já foram conquistados nas última décadas, como o direito ao voto e o direito de serem eleitas. Porém, no que tange a representatividade das mulheres na política, esse debate ainda se encontra muito distante do desejado.

Muitas mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder, serem eleitas ou terem voz ativa nas tomadas de decisões políticas. Isso acontece devido à exclusão histórica das mulheres na política e que reverbera, até hoje, no nosso cenário de baixa representatividade feminina no governo.

Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina, ocupando o terceiro lugar na América Latina em menor representação parlamentar de mulheres. No ranking, a nossa taxa é de aproximadamente 10 pontos percentuais a menos que a média global e está praticamente estabilizada desde a década de 1940. Isso indica que além de estarmos atrás de muitos países em relação à representatividade feminina, poucos avanços têm se apresentado nas últimas décadas.

Esse cenário se observa em todas as esfera do poder do Estado. Desde as parlamentares até o Senado Federal, essa taxa de representatividade ainda permanece muito baixa, mesmo em um cenário no qual 51% dos eleitores são mulheres. O quadro abaixo, com dados de 2016, mostra como o número de mulheres na política é baixo no Brasil.

Enfim é necessário que os políticos, os partidos e o Estado se comprometam com uma agenda mais igualitária e que a sociedade civil consiga estimular e exigir uma mudança nesse quadro.

Mulheres precisam apoiar Mulheres

As mulheres são 52% do eleitorado; a razão, contudo, entre o número de eleitoras e de candidatas é inversa. As mulheres são a maioria do eleitorado e das participantes da política informal. São, porém, a minorias das candidatas e, pior, das representantes eleitas.
Um estudo feito pela ONU Mulheres em 2017 coloca o Brasil na 154ª posição de participação delas no Congresso, em um universo de 174 países. Percebe-se, assim, que há, no mínimo, um descompasso matemático entre o número de eleitoras (52%), candidatas (31,89%) e eleitas (11% em média), desproporção essa que não existe em relação ao sexo masculino.
É preciso acaba de vez com o estigma de que “Os homens são unidos e as Mulheres de degladiam”“
Alcina Reis

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