Publicidade

Campanha
Editorial

Editorial: Porte de Armas

Publicado em às 05:15:53

Ao falarmos em segurança na atualidade, teremos duas conotações totalmente diferentes e ao mesmo tempo singulares, no que tange a vida. Estamos sendo protagonistas de um filme que em épocas de nossos pais conhecíamos como “bang bang” e por mais que matassem dezenas, não saiam das telas e transpunha a vida real, como assistimos hoje em nossas casas.

A evolução dos tempos e as tecnologias bélicas, infelizmente encenam atos inimagináveis de “luta à mão armada” com “guerreiros sem causa”, onde seres humanos já se confundem em seu papel na sociedade: são mocinhos ou bandidos? A relatividade deste rótulo pode ser contrastada em todas as camadas de nossa sociedade.

Contextualizamos um governo com a liberalização para um cidadão armado, muito mais pujante, do que o incentivo à formação intelectual de seu povo. Salvo a grande maioria de nossos militares, depararmo-nos com alguns cidadãos fardados, em que não temos a mesma segurança de outrora, por não conhecermos a índole que lhe foi imposta pelo sistema ou exemplos que lhes faltaram para a formação de seu caráter, se tornando também vítimas deste regime disfarçado.

É mais fácil discutirmos quem pode e não pode usar uma arma, do que educarmos e incentivarmos os nossos jovens para que tenham um futuro promissor, no qual não é necessário pensar em se defender de balas perdidas. Quem dera, pararmos uma nação para comemorarmos feitos e não paralisarmos por uma educação que agoniza.

O desafio é de construirmos uma nação soberana, onde sua flâmula expressa “ordem e progresso”, mas, mesmo com a ordem “desordenada”, não podemos generalizar tais atos ilícitos, afinal, temos um País de verdadeiros guerreiros sociais anônimos, que driblam as condições precárias que a vida lhes impõe e buscam a dignidade com ilibada conduta e caráter reto, dissipando a organização social solidária.

Concluindo. Que nos armemos de amor, de consciência e de cidadania. Que possamos pensar mais no macro e não apenas na mesquinhez do ego pessoal e pequenas ações que agradam à poucos. A grandeza do homem não esta apenas na imposição de ideias, mas na bravura de seus atos conciliadores!!! E tenho dito!!!

RICARDO CÓRDOBA ORTIZ

Publicidade

vermelho