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Tenente-coronel da PM é acusado de ajudar organização criminosa

De acordo com o Gaeco, oficial usava o cargo para manter contrabando em esquema com mais 15 policiais militares

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), denunciou à Justiça Militar o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Admilson Cristaldo Barbosa por usar seu cargo para viabilizar esquema de corrupção de contrabando de cigarros no município de Bonito, no Mato Grosso do Sul. As informações foram divulgadas no Fantástico deste domingo (15).

A reportagem informou que, segundo a denúncia, o coronel atuante em Jardim (MS) comandava um dos “núcleos” do esquema, na rota de Bela Vista, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Bonito, com mais 15 policiais militares.

De acordo com o Gaeco, Admilson Cristaldo Barbosa  “deu aval” para que o sargento Angelucio Recalde Paniagua comandasse o 11º Batalhão de Guia Lopes da Laguna. O fato foi confirmado, em depoimento, pelo próprio coronel.

“Ao invés de tomar providências para investigar e punir o PM Angelucio Recalde Paniagua em razão de seu envolvimento e atuação junto a contrabandistas de cigarro, alçou-o ao Comando de Guia Lopes de Laguna, justamente por se tratar de área estratégica para o escoamento de mercadorias ilegais”, informa o relatório do Gaeco.

Segundo ainda o documento, os envolvidos no esquema de corrupção tentavam afastar policiais das rotas de circulação do contrabando ou, então, deslocava guarnições para outros locais. O objetivo da ação era fazer os produtos serem transportados sem interferências.

Admilson Cristaldo Barbosa foi preso em 16 de maio, na primeira fase da operação Oiketicus, após ser alvo de denúncia por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.