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Suspeito afirma que atirou em casal de catadores após ser ameaçado

Polícia no entanto acredita que o crime foi motivado por dívida de drogas

O suspeito de atirar no casal de catadores de reciclados na noite de domingo no Bairro Caiobá, região sul de Campo Grande, foi ouvido pela polícia nesta quarta-feira (10) e liberado posteriormente. A principal linha de investigação aponta que Marcos Vinicius dos Santos, de 18 anos, atirou contra Vagner Cardoso Belga, de 46 anos, Rita Helena Martines, de 43 anos, por dívida de drogas.

O rapaz foi ouvido pelo delegado Giulliano Biacio, da 6ª Delegacia de Polícia. Marcos é conhecido na região pelo apelido de “Bombom”. Segundo o delegado, os catadores seriam usuários e estariam devendo dinheiro ao jovem.

Os dois foram baleados na noite de domingo na rua Vélia Berti de Souza. Rita morreu antes da chegada do socorro. Vagner foi socorrido consciente e encaminhado para a Santa Casa. Testemunhas disseram que as vítimas eram trabalhadores e não incomodavam ninguém no bairro.

Marcos Vinicius afirmou ao delegado que os dois arrumavam confusão com frequência no bairro até que teria chamado à atenção depois de flagrar os dois mostrando a genitália no bairro. Ele disse ter sido ameaçado por Vagner e que o rapaz afirmou ter matado cinco pessoas e estava a procura do sexto.

Segundo o advogado do suspeito, Cristiano Alves, Marcos Vinicius se sentiu ameaçado e foi para casa. Pegou alguns objetos e uma arma que tem há três anos. Disse que iria para a casa de um amigo e antes de chegar ao ponto de ônibus se encontrou com Vagner. O homem teria feito ameaças e arremessado uma faca em sua direção, quando atirou contra ele.

O advogado diz que a morte de Rita foi uma fatalidade. “Não tinha intenção de matar ninguém”, disse. O advogado disse que Marcos Vinicius estava na casa de um amigo esperando passar o flagrante até que a família entrasse em contato com o representante judicial para posteriormente se apresentar ao delegado. O rapaz também é defendido pelo advogado Adroaldo Hoffmann.

Cristiano Alves afirma que como seu cliente é réu primário e acabou de completar 18 anos não há motivo para ser preso.