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Presidente do Peru poderá ser afastado hoje por ligação com Odebrecht

Investigações com repercussões da Lava Jato ocorrem em 12 países latinos e México

A permanência de Pedro Pablo Kuczynski na presidência do Peru será votada pelo Congresso nesta quinta-feira (20). A votação ocorre exatamente uma semana depois de a oposição pedir a saída dele à comissão que investiga o caso Odebrecht. Kuczynski foi acusado de receber diretamente US$ 782 mil da empreiteira. Opositores fazem manifestação no entorno do parlamento.

Caso Kuczynski, que tomou posse há um ano, seja afastado da presidência, novas eleições podem ser convocadas no Peru. O chefe de estado pode se tornar também a maior autoridade punida pelos desdobramentos da operação da Polícia Federal do Brasil.

Kuczynskijá era suspeito de auferir US$ 4,4 milhões por serviços de consultoria à empresa brasileira entre 2004 e 2013. Segundo a denúncia da semana passada, no entanto, os valores foram enviados, até 2007, à Westfield Capital, que aparece na declaração de renda de Kuczynski. Metade do dinheiro foi depositado em uma conta do presidente.

Lava JatoA Operação Lava Jato também repercurte em 12 países da América Latina (ou vizinhos). Setenta políticos e autoridades foram impactadas. O Panamá designou uma procuradoria para investigar a atuação da Odebrecht. 17 pessoas foram acusadas em 20 processos. A maioria tem ligação com o ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014). No México e Venezuela, o governo local não tem ajudado nas investigações.

No Equador, o vice-presidente Jorge Glas foi condenado, em outubro, a seis anos de prisão, sob acusação de receber US$ 13,5 milhões em propina. O impeachment deve ser concluído em 2018. Na Colômbia, os pagamentos indevidos feitos pela Odebrecht somam US$ 40 milhões, principalmente para ignorar as leis ambientais. O ex-ministro de Transportes, Gabriel Garcia Morales, foi preso, além de outras 10 pessoas.

 

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