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Portugal extradita terrorista neofascista para a Itália

Maurizio Tramonte foi condenado à prisão perpétua por atentado que deixou oito mortos e mais de 100 feridos na cidade italiana de Brescia, em 1974

O terrorista neofascista Maurizio Tramonte, condenado à prisão perpétua pelo "massacre da praça da Loggia", atentado que deixou oito mortos e mais de 100 feridos em Brescia, em 1974, foi extraditado nesta terça-feira (19) para a Itália.   

Tramonte, 65 anos, havia sido capturado em Fátima, Portugal, em junho passado, um dia depois de sua condenação definitiva pela Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana.

O terrorista chegou por volta de 13h30 (horário local) ao Aeroporto de Fiumicino, nos arredores de Roma, em um voo proveniente de Lisboa.   

Em seguida, foi conduzido para a sede da Polícia Judiciária no Terminal 3 do aeroporto, onde será formalizada sua prisão no território nacional. Tramonte deve ser encaminhado à penitenciária de Rebibbia, em Roma.   

Ao lado do mandante Carlo Maria Maggi, 82, o terrorista foi condenado à prisão perpétua por ter acompanhado a execução do atentado, um dos mais graves dos "anos de chumbo", período entre as décadas de 1970 e 1980 marcado pela violência política.   

A explosão em Brescia ocorreu na manhã de 28 de maio de 1974, quando uma bomba foi detonada durante uma manifestação de sindicatos contra o neofascismo. Desde então, o caso foi motivo de diversos processos na Justiça, mas sem levar a uma condenação definitiva, até a sentença de junho passado.   

Maggi, que era líder do grupo de extrema direita "Nova Ordem" e colaborava com os serviços secretos italianos nos anos de chumbo, foi colocado em regime de prisão domiciliar devido a seu delicado estado de saúde. "Agradeço às autoridades portuguesas pela colaboração. É um ato de justiça que tínhamos prometido aos familiares das vítimas da praça da Loggia", escreveu no Twitter o ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando.

Com informações da ANSA.