{description}

Dólar realiza com política e na carona externa aos R$3,725 para a venda

O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira.

O movimento da divisa ficou diretamente voltado para o cenário interno, já que outra pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial será divulgada ainda hoje. No pano de fundo ficou o cenário externo, com o índice DXY na bolsa de Nova York mantendo a valorização e com os índices de peso em Wall Street recuando.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,725 para a venda, alta de 1,16%. O dólar turismo ficou em alta de 0,77% aos R$3,910 para a venda.

“O movimento de hoje teve a influência externa, depois que o Fed sinalizou mais altas na taxa de juros e também com a cautela diplomática entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita pela morte do jornalista. Já a influência interna se dá com a reta final da campanha política. O que houve então foi um pouco de realização, já que o otimismo tem prevalecido pelo favoritismo do candidato de direita”, pontuou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

Demais moedas
O euro ficou em R$4,263 para a venda, alta de 0,46%; a libra ficou em alta de 0,15% aos R$4,840 para a venda; e o peso argentino ficou em R$0,101 na venda, queda de 0,68%.

O Banco Central do Brasil vendeu 7,7 mil contratos em swaps cambiais tradicionais, que equivale à venda de dólares no mercado futuro, para rolagem com vencimento para novembro. No total, o BCB disponibiliza US$8,027 bilhões.

Cenário externo

O índice DXY, que mede o comportamento da moeda com mais seis na bolsa de Nova York, segue em alta de 0,29% a 95,94.

Por lá, o mercado ficou atento ao aumento da tensão entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita com a morte do jornalista Jamal Khashoggi.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin disse que não compareceria à próxima conferência de investimentos na Arábia Saudita. A decisão de Mnuchin seguiu a do secretário de Estado Mike Pompeo, dizendo que o governo saudita deveria ter mais tempo para investigar o desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, cujo suspeito de assassinato no consulado saudita em Istambul levou a vários líderes empresariais e organizações de notícias, bem como chefe do FMI, Christine Lagarde, retirando-se da conferência.

Já o Fed divulgou a ata da última reunião e assustou os mercados globais sobre uma alta mais forte na taxa de juros.