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Dólar comercial mantém rali a 0,4% aos R$3,678 na venda

O dólar comercial, que abriu próximo dos R$3,70, fechou em alta nesta quarta-feira

 O comportamento da moeda norte-americana foi moderado com a entrada do Banco Central do Brasil. Entretanto, segundo analistas ouvidos pelo Último Instante, o que puxou a moeda para cima foi o cenário externo com as diferenças entre as Coreias e com os Estados Unidos no pano de fundo.

Ao final, no interbancário, o dólar comercial ficou cotado a R$3, 677 para a compra e R$3, 678 para a venda, alta de 0,48%.

O dólar turismo ficou em R$3,530 para a compra e R$3,820 para a venda, alta de 0,53%.

O euro ficou em R$4, 336 para a compra e R$4,339 para  a venda, alta de 0,21%.

A libra ficou em R$4,955 para a compra e R$4,957 para  a venda, alta de 0,39 %.

O Banco Central do Brasil – BCB entrou com leilão de swap cambial tradicional, que equivale a compra de dólares no mercado futuro, com a oferta de 5 mil novos contratos. O montante em swap é de US$750 milhões.

Ainda hoje, o BCB realiza outro leilão de swap cambial tradicional ofertando 4.225 contratos para rolagem e com vencimento para junho.

As intervenções do BCB foram iniciadas nesta segunda-feira (14) na tentativa de conter o avanço da moeda americana.

No cenário externo, o índice DXY, que compara o dólar com mais seis moedas, estava em alta de 0,09% a 93,378. O WSJ, que amplia o comparativo com mais 16, estava em queda de 0,08% a 86,85.

O euro estava em queda de 0,23% a US$1.1809e a libra estava em queda de 0,14% a US$1.3490.

O movimento do dólar na Nyse ficou diretamente ligado a decisão do líder norte-coreano Kim Jong-un que no final desta terça-feira (15) cancelou a reunião que estava marcada para hoje com o presidente da Coreia do Sul Moon Jae-in. Além disso, despertou a incerteza sobre o encontro com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump no dia 12 de junho em Cingapura.

Em comunicado, Pyongyang disse que o país não estava interessado na reunião com os Estados Unidos onde seria discutida a desnuclearização e acusou Washington de tentar “impor ao nosso Estado digno o destino da Líbia ou do Iraque”.

Em uma declaração de quarta-feira atribuída a Kim Kye Gwan, uma importante autoridade do Ministério das Relações Exteriores, a Coreia do Norte disse que não quer distribuir suas armas nucleares por compensações ou benefícios econômicos.

Já sobre o euro, o impacto veio com as discussões do governo de coalizão. Um relatório vazado e publicado para a imprensa dava conta de que os dois partidos estavam planejando pedir ao Banco Central Europeu o perdão de  € 250 bilhões em dívidas.  Além disso, a proposta também sinaliza a saída da Itália da Zona do Euro. Os dois partidos desmentiram.  O relatório foi obtido pelo Huffington Post Italia.